Silvio FreeMinder
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Coisa de Rico

10/11/2025

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Por Silvio FreeMinder
O título pode enganar. “Coisa de Rico” soa como ostentação, luxo e vida sem preocupações. Mas aqui, o sentido é outro.

Trata-se de uma mudança de mentalidade: parar de copiar o estilo de vida dos ricos e começar a copiar o comportamento que os tornou ricos.

​O verdadeiro rico não precisa trabalhar para pagar as contas — e se trabalha, é porque gosta. Ele paga tudo à vista, acumula antes de gastar e faz o dinheiro trabalhar a seu favor. Já a classe média, mesmo a alta, precisa continuar produzindo todos os meses para sustentar o padrão de vida que construiu. A questão é: por que insistimos em parecer ricos em vez de buscar a liberdade que eles têm?

A armadilha da classe média
A classe média é a que mais sofre com a ilusão do sucesso financeiro. Ela trabalha duro, conquista estabilidade, mas vive em um eterno equilíbrio instável entre sonhos e boletos.

Ela quer se descolar da classe onde está, mas copia o comportamento errado — o de mostrar o que tem, e não o de guardar o que ganha. A verdadeira “coisa de rico” não é o carro do ano, nem a viagem parcelada em doze vezes. É a paz de quem dorme tranquilo porque tudo está pago.
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Enquanto o rico paga à vista porque pode, a classe média deveria pagar à vista porque precisa — para não se tornar refém do crédito, dos juros e da pressa. Mas isso exige o movimento oposto ao da maioria: acumular antes de gastar.
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A síndrome do garimpeiro
Uma vez em uma conversa de médicos escutei, que determinada viagem para os EUA tinha um preço avaliado de forma diferente, que até então nunca havia imaginado. Um deles disse - Quanto custará a viagem? O outro respondeu - 10 plantões. Cocei a cabeça e demorei alguns segundos para entender. Deu um click e procurei no Google o valor de um plantão 24h. Uau, veja só o plantão virou moeda!

Trabalhar mais para pagar o prazer imediato virou uma moeda social. O problema é que, em algum momento, o veio de ouro seca. E o garimpeiro continua cavando, mesmo exausto.

Essa é a síndrome do garimpeiro: acreditar que basta “fazer mais plantões” — ou vender mais, ou faturar mais — para resolver o desequilíbrio financeiro. Só que o corpo cobra, a saúde reclama e o tempo, esse sim, não volta.

Trabalhar demais para sustentar um padrão de consumo insustentável é uma forma moderna de escravidão. Como mostrei em O Preço Invisível do Carro do Vizinho, trocamos tempo de vida por conforto temporário e chamamos de liberdade o que, na prática, é uma nova prisão com juros.

A sabedoria do “acumular antes”
Ser rico de verdade é prever o futuro e preparar-se para ele, não reagir a cada emergência. Pagar à vista é apenas a ponta do iceberg e por baixo está um sistema de clareza, controle e propósito.

Para isso, é preciso provisionar o futuro:
  • Guardar um pouco todo mês para a troca de pneus, do celular, da viagem, da reforma.
  • Criar uma caixinha digital para cada meta.
  • Usar a agenda e a lista de tarefas como instrumentos de previsibilidade e não de ansiedade.

O exemplo é simples: se um jogo de pneus custa R$ 2.500 e dura quatro anos, guarde R$ 50 por mês. Quando chegar a hora, o dinheiro estará lá — e você dormirá tranquilo. Isso é “coisa de rico”: pensar antes, planejar sempre, comprar só quando o dinheiro já está na conta. 
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Quem planeja o ciclo da despesa, evita o furo do endividamento.
A mente livre não apaga incêndios — evita faíscas
Prever é melhor que apagar incêndios imitar o comportamento dos ricos não é copiar o luxo, mas o método. O verdadeiro rico não busca aprovação, ele paga à vista porque acumulou antes, porque respeitou o tempo do processo e entendeu que a paciência é o juro positivo da vida.

O pobre parcela porque cede à dopamina do agora, trocando calma por ansiedade e a classe média vive no meio dessa encruzilhada. É o grupo que ainda pode escolher -- entre o impulso e a consciência, entre o prazer imediato e a serenidade do planejamento. A decisão de esperar é o primeiro sinal de maturidade financeira, e ela sempre recompensa quem aprende a controlar o próprio tempo.

O que separa essas três realidades não é o saldo bancário, é o nível de consciência. O rico pensa em décadas, o pobre pensa no fim do mês, e a classe média, se quiser ser livre, precisa pensar em ciclos.

Planejar é construir o futuro antes que ele cobre juros no presente. 
Planejar é o oposto de reagir: Quando você antecipa, ganha paz e quando improvisa, perde energia. A prevenção transforma ansiedade em tranquilidade e faz o “espero que dê certo” virar “sei exatamente o que estou fazendo”.

Evitar o F.O.M.O. (Fear Of Missing Out) — o medo de ficar de fora, que faz milhões gastarem para parecerem incluídos, traz liberdade e paz no longo prazo. Evite também o Fetiche da Mercadoria, que transforma objetos em símbolos de valor pessoal e aprisiona quem acredita que o novo é sempre melhor. Essas ilusões roubam tempo, energia e liberdade.

O verdadeiro segredo da prosperidade não está em ganhar mais, mas em querer menos e com propósito. Riqueza não é sobre acúmulo de bens, é sobre ausência de dívidas. É sobre poder escolher com calma o que entra e o que sai da sua vida.

Porque, no fim das contas, a liberdade começa quando a dívida termina.
🔗 Leituras complementares:
  • Comparação Gera Vazio, Proporção Gera Paz
  • Como Dizer Não, sem Utilizar o Não
Precisa de mais clareza e controle sobre a sua vida?
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O Preço Invisível do Carro do Vizinho

8/10/2025

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Por Silvio FreeMinder
O vizinho da minha mentorada trocou de carro. Carro novo sempre chama a atenção — e, claro, chamou a dela também. Era impossível não notar o brilho metálico sob o sol, o som da porta batendo macio, o perfume de estofado novo. Ela comentou de leve, quase distraída, mas havia um brilho no olhar que revelava mais do que as palavras. Talvez tenha pensado no próprio carro, “já com cinco anos de uso”. Talvez tenha sentido aquele pequeno incômodo que nasce quando nos comparamos, ainda que por um instante.

Naquele momento, lembrei-me do texto “Comparação Gera Vazio e Proporção Gera Paz”, e percebi o quanto esse tema continua atual. Porque é exatamente ali, no segundo em que nos medimos pela régua do outro, que perdemos o equilíbrio. A comparação é uma ladra silenciosa da paz. Ela nos arranca do presente e nos arremessa para um terreno onde nada é suficiente, onde sempre existe alguém aparentemente um passo à frente — um carro mais novo, uma casa maior, uma vida mais “resolvida”. A comparação rouba a clareza e cria um vazio difícil de preencher.

Pedi que ela respirasse fundo e apenas observasse a cena. Disse: “Use isso como reflexão. Talvez o carro do vizinho não seja sobre ele, mas sobre o que isso desperta em você.” Ali estava a oportunidade perfeita para falarmos sobre educação financeira emocional, que é o ponto de partida da verdadeira liberdade.

Motivos da compra do carro pelo vizinho
A verdade é que não sabemos por que o vizinho trocou de carro. Mas podemos imaginar. Talvez o veículo anterior já pedisse manutenção constante, e o custo o tivesse cansado. Talvez ele tenha recebido um bônus, uma herança ou um dinheiro extra e decidido se recompensar. Ou talvez, e essa é a hipótese mais provável, ele tenha apenas querido se sentir melhor — um desejo tão humano quanto perigoso quando não vem acompanhado de consciência.

Esse é o território do Fetiche da Mercadoria, aquele em que atribuímos a um objeto um poder quase mágico de transformar nossa vida. O fetiche é acreditar que o carro novo, o celular do ano, ou a roupa de marca podem mudar nossa autoestima, projetar sucesso ou curar frustrações. Mas o que realmente muda não é o objeto, e sim a química cerebral. O consumo ativa o sistema de recompensa, liberando dopamina, a molécula do prazer e da motivação. O problema é que essa descarga é breve — o cérebro se acostuma, o brilho passa, e logo surge o próximo desejo.

O marketing conhece esse circuito melhor do que ninguém. Ele não vende produtos; vende emoções. Vende o sentimento de pertencimento, o status, a ilusão de controle. E o ego, sedento por validação, adora tudo isso. É por isso que muitos acreditam estar no comando de suas escolhas, quando na verdade estão apenas reagindo a gatilhos externos. Assim, o que parecia liberdade vira um mecanismo automático de repetição. Compramos não pelo que precisamos, mas pelo que queremos sentir.

E é aí que mora o perigo: o sonho pode se transformar em dívida, e o prazer, em prisão. O carro do vizinho talvez seja o símbolo de uma conquista — ou apenas o reflexo de um vazio bem disfarçado.

Pesadelos Disfarçados de Sonhos
Fizemos juntos um exercício simples, só para visualizar o tamanho do sonho.
  • Carro usado: R$ 30.000
  • Carro novo: R$ 80.000
  • Deságio do usado na troca: -20% → R$ 24.000
  • Valor financiado: R$ 56.000
  • Taxa média: 2% ao mês
  • Prazo médio: 48 meses (4 anos)

A conta ficou assim:
Valor total pago: R$ 87.521,28
Juros pagos: R$ 31.521,28
Perda no deságio: R$ 6.000
No fim, o carro de 80 mil custou R$ 93.521,28, mesmo o vizinho entregando o carro dele! E isso, claro, sem contar o seguro novo, IPVA novo...

Uau!
​O sonho ganhou cara de pesadelo.

E se o financiamento fosse de 60 meses, a 3,3% ao mês (mais realista), o mesmo carro sairia por R$ 112.000!
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O banco ganharia o dobro, enquanto o dono do carro teria apenas o prazer de sentir o “cheiro de novo” por alguns meses.

No parceladinho, a indústria financeira ganha três vezes:
  • no deságio do carro usado;
  • no financiamento do carro novo;
  • e de novo, no financiamento do usado que o vizinho deixou.

O sonho dele é o lucro de outro.
E a verdade é que muitos de nós chamamos dívida de conquista.
Trocamos tempo de vida por conforto imediato.
Chamamos de liberdade o que, na prática, é uma nova prisão com juros.

Tem Solução?
Claro que tem. Sempre tem. E ela começa com uma atitude simples e muito mais poderosa do que parece: cuidar do que já se tem. Dar manutenção é infinitamente mais barato do que comprar outro. Prolongar a vida útil de um bem é resistir à ciranda do consumo, essa dança onde o dinheiro entra pelo salário e sai pela fatura.

Quer trocar de carro? Tudo bem. Mas comece de outro modo. Em vez de financiar, crie uma caixinha digital e deposite nela o mesmo valor da parcela — os mesmos R$ 1.823 por mês que iriam para o banco. Sem contar os juros agora a seu favor, em 12 meses, você teria R$ 21.876. Em 24 meses, R$ 43.752. Em 30 meses, R$ 54.690 — praticamente o valor para comprar à vista o mesmo carro usado. E o melhor: sem juros, sem dívida e sem ansiedade.

​
Investindo corretamente o valor mensal de R$ 1.823, é possível obter uma rentabilidade média de 0,8% ao mês já descontada a inflação.

Nesse cenário, a meta de R$ 56.000 para a troca do carro seria praticamente atingida na 26ª parcela, ou seja, em pouco mais de dois anos de disciplina.

Isso significa que, ao final de 26 meses, você teria aplicado R$ 47.398 (26 × R$ 1.823) e alcançado praticamente o mesmo valor do carro — sem pagar juros, sem dívidas e ainda com o orgulho de ter feito o dinheiro trabalhar a seu favor.

É uma diferença simples, mas que muda tudo: no financiamento, você entrega o lucro ao banco; na caixinha digital, você transforma o juro em liberdade.

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Dá para melhorar? Sim! Observe que essa caixinha pode se tornar sua reserva de emergência temporária. Se algo acontecer — uma demissão, uma despesa médica, uma maré ruim — ela te protege. Você não precisará pedir dinheiro emprestado; você será o seu próprio banco. Como descrevi em “Por que Gastamos Mais do que Ganhamos”, o endividamento quase sempre nasce da falta de clareza. A pressa de decidir é o oposto da sabedoria financeira. Sem clareza, o que era sonho vira dívida — e o que era conquista vira cobrança.

Planejar é o ato de amadurecer o desejo antes de transformá-lo em boleto. A paciência é o juro positivo da vida. Ela trabalha a seu favor, enquanto o impulso trabalha contra você.

Sonho ou Pesadelo? Você escolhe.
Quando terminamos a conversa, minha mentorada ficou em silêncio. Era um silêncio cheio de compreensão, desses que não pedem palavras. Depois de um tempo, ela me olhou e disse: “Silvio… nunca tinha feito essa conta.” E não falava apenas de números. Falava de consciência.

Percebi ali que a verdadeira educação financeira não é sobre dinheiro — é sobre liberdade. É sobre recuperar o poder de escolha, decidir com clareza o que entra e o que fica de fora da sua vida. Porque, muitas vezes, o que chamamos de sonho é apenas o reflexo do sonho de outro, embalado em marketing, dopamina e comparação.

Enquanto isso, a paz interior vai sendo vendida, 48 parcelas de cada vez. A comparação gera vazio. O fetiche gera prisão. A proporção gera paz. É nessa paz que mora a verdadeira prosperidade — aquela que não depende do carro na garagem, mas da leveza no coração.
​
Quanto custa a sua paz?
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A Recompensa Sem Esforço é o Novo Vazio?

9/6/2025

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Por Silvio FreeMinder
Inspirado por Emanuel Aragão
​Vivemos cercados de facilidades, mas imersos em um cansaço indescritível.
Este texto é um convite para entender por que a vida confortável que criamos pode estar drenando nosso sentido de existir e como recuperar, aos poucos, o prazer que vem do que é simples, real e presente.

Conforto demais, energia de menos
Tem alguma coisa errada. A comida chega em casa, o trabalho é remoto, o mundo cabe em uma tela, mas mesmo assim você está cansado. Um cansaço que não passa com café, nem com feriado, nem com aquela pausa de cinco minutos que vira três horas de YouTube.

Por que estamos tão exaustos mesmo sem sair do lugar? A resposta talvez esteja menos na rotina e mais no cérebro. Ou melhor, na forma como ele aprendeu a operar ao longo de milhões de anos e no que estamos fazendo com ele agora.

O cérebro em busca de sentido
Desde os tempos da sopa primordial dos oceanos, a vida foi forjada na escassez. Comer, fugir, buscar abrigo. O cérebro foi se desenvolvendo para isso: detectar ameaças, imaginar soluções, e principalmente, agir.

Primeiro veio o cérebro reptiliano, mestre em reagir. Depois, o sistema límbico, com suas emoções, vínculos e memórias. Mas o que realmente nos move e nos diferencia é a via dopaminérgica. Um nome feio para uma sensação maravilhosa, proporcionada por um velho conhecido: o neurotransmissor dopamina. Ela é a fonte do desejo, do interesse, da curiosidade. Ela liga a fome à busca, a busca à conquista, e a conquista ao prazer. Essa via foi feita para buscar e só encontra sentido quando existe algo a ser perseguido.

Gatilho, hábito e recompensa
O cérebro ama atalhos. Ele cria hábitos, associações, e responde a gatilhos com uma rapidez assustadora. Hoje, você sente tédio e já sabe: é hora de rolar o feed (eba!). Ansiedade? Abre o app de delivery (hummm). Solidão? Checa o Instagram (todo mundo feliz).

A recompensa vem antes do esforço. O prazer é raso, imediato, e se desfaz no minuto seguinte. Aquilo que deveria ser um alívio pontual virou repetição automática, e o hábito que um dia foi saudável deu lugar à compulsão por estímulos constantes.

O colapso da equação esforço → recompensa
A lógica do prazer é simples: esforço, busca, recompensa. Mas a vida moderna adulterou essa equação. Agora vivemos o oposto: fazemos esforço sem propósito (trabalho por dinheiro), recebemos recompensa sem esforço (dopamina vazia das redes sociais), e buscamos sem encontrar (fadiga mental).

É como se os três pilares do prazer humano tivessem se desconectado e o que sobra é um corpo funcionando em modo automático e uma mente tentando lembrar por que ainda se levanta da cama. Quando você acorda já cansado, realiza tarefas automáticas sem se lembrar delas, e vive esperando o fim do dia para se anestesiar com alguma recompensa rápida, o nome disso não é só rotina, é burnout silencioso, onde o corpo funciona e a alma não participa.

Não faz sentido fazer o que não faz sentido
Você trabalha, entrega, participa de reuniões, responde e-mails, mas no fundo, se pergunta: pra quê? Trabalhar só pra pagar boletos é como enxugar gelo: cansa, molha e não resolve.

O cérebro precisa de significado. Precisa sentir que está fazendo parte de algo. Precisa transformar, não apenas cumprir, porque não faz sentido fazer o que não faz sentido. E isso o cérebro percebe antes de você admitir.

A fuga do vazio
Quando o sentido desaparece, o vazio aparece. E para não encarar esse vazio, você foge. Foge na comida, na bebida, na rolagem de tela, nas compras. Só que nenhum desses preenche. São recompensas efêmeras, que prometem aliviar e acabam aprofundando o buraco.

O ciclo é claro: ansiedade → consumo → anestesia (falso conforto) → mais ansiedade.

O que é sucesso, afinal?
Você talvez ache que sucesso é ter. Mas o verdadeiro significado do sucesso é transformar. Quando o seu trabalho melhora a vida de alguém, a sua vida se transforma. O esforço deixa de ser peso e vira motivação. O prazer não vem depois: ele está no processo. Nesse ciclo, todas as recompensas vêm: as tangíveis, como o material; e as intangíveis, como o reconhecimento.

Como sair dessa situação
A saída não está no radicalismo nem no abandono da vida moderna, mas na reconexão entre ação e significado. Se você escolher, ainda hoje, algo simples que envolva imaginar, buscar, fazer com as próprias mãos: cozinhar, caminhar, construir algo. O prazer não é o fim da jornada. é a jornada em si. Trocar tempo por dinheiro pode ser necessário, mas não deve ser tudo.

A recompensa plena exige presença, propósito e engajamento. E pode estar em algo tão simples como preparar um macarrão alho e óleo. Quando você busca isso, caminha até o mercado, escolhe os ingredientes, pica o alho, sente o cheiro dourando na frigideira e finalmente come aquilo que você mesmo preparou, você devolve à vida uma experiência completa. Pequena, mas inteira. E o cérebro entende: isso valeu a pena.

Conclusão: O convite
O mundo talvez siga igual, mas algo muda quando você escolhe sair do automático, sentir o corpo em movimento, buscar com os próprios olhos e devolver sentido às pequenas coisas, como quem desperta de um sonho onde tudo era fácil, mas nada era real.
​
Faça o esforço.
Receba a recompensa.
E, por um instante, volte a viver com sentido.
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Não é possível ganhar tempo

8/7/2024

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Por Silvio FreeMinder
Não é possível fabricar o tempo.
Não é possível vender o tempo.
Não é possível comprar o tempo.
Então não é possível ganhar o tempo.
Só é possível não desperdiçar o tempo!

O tempo é o mesmo para mim e para você e ao contrário de tantos outros, o tempo é um recurso finito no universo. Não se ganha tempo ou se compra tempo de forma direta.

A única coisa que dá para fazer com o tempo é utilizá-lo da maneira o mais racional possível. Abandone a crença de que o tempo pode ser comprado. O tempo é para ser vivido de forma inteligente e eficiente: não existe estou sem tempo ou não existe quando eu tiver tempo.

Existe sempre o desperdício de tempo, ou seja, existe a ineficiência na utilização do tempo. Lembre-se: o seu tempo também é o meu tempo.

Qual o segredo para não desperdiçar tempo?
Dois hábitos muito importantes são parte do segredo:
  1. Fazer menos e com mais profundidade, ou seja, aumentar o foco. Aumentar o foco aumenta a qualidade da sua memória.
  2. Não fazer tudo ao mesmo tempo, ou seja, fazer um item de cada vez.

Como fazer menos?
Qual é o plano? Qual é a meta, objetivo ou projeto mais importante da sua vida? Você tem um plano? Você tem um mapa de onde você quer chegar? Em outras palavras, qual é o propósito da sua vida no tempo?

Com este mapa em mãos ficará mais fácil saber o que realmente importa e entregar resultados será uma rotina. A entrega de resultados retroalimenta a autoestima, potencializando a entrega de mais resultados.

Fazer menos é um poderoso hábito em sua vida! Como implantar esse novo hábito? Primeiramente entenda que não se pode excluir um hábito, aliás é impossível cancelar um hábito em seu cérebro: hábito se sobrepõe. Utilizando a técnica de sobrepor hábitos é possível anular hábitos ruins e criar novos hábitos bons, como o de fazer menos, que colocarão você no caminho certo.

Como fazer um passo de cada vez?
Ter clareza de onde você quer chegar, traz a importância no tempo das tarefas que estão no horizonte.

Qual delas precisa ser realizada primeiro? Qual delas é a mais importante agora? Para quê desperdiçar o seu tempo com tarefas desimportantes para o grande objetivo que está lá na frente te esperando?

Uma vez escolhidas quais tarefas devem ser feitas, o primeiro efeito na sua mente é diminuir a frequência cerebral e ao mesmo tempo a reduzir a ansiedade. Menos itens traz a certeza de que é possível entregar resultados.

Com a lista de tarefas nas suas mãos agora ficará mais fácil priorizar a que será executada primeiro, ou seja dar a importância no tempo.

Quando começar a fazer uma tarefa de cada vez, sem multitarefa, aliás este hábito de multitarefa precisa ser sobreposto para que nunca mais faça parte da sua mente, faça uma imersão no começo, meio e fim de cada uma, pois estas tarefas são as mais importantes hoje para trazer o futuro mais perto de você.

Finalizando
Assim as regras 1 e 2 quando aplicadas corretamente trazem para a sua mente paz interior e entrega natural de bons resultados. Pensar em compartimentos, em cada tarefa específica, com presença no agora, aumenta drasticamente a sua qualidade de vida.

Por fim, você não é uma máquina de dizer “sim”, você também existe na relação e o “não” também deve estar disponível e muitas vezes é necessário dizer mais "não" do que "sim".

Lembre-se, que a sociedade moderna tem excesso de opções e de informações e normalmente te pune por fazer as coisas certas e te elogia por fazer as coisas erradas, devido ao fluxo social pelo efeito manada.

Quando comparamos pessoas extremamente bem sucedidas com as pessoas bem sucedidas, as primeiras necessariamente disseram mais “não” do que “sim”.

Pense nisso.
Precisa de ajuda? Posso te ajudar a ter uma mente livre. Utilizando um método simples, com ferramentas incrivelmente fáceis. ​Mente livre, paz interior e entrega de resultados, sem esforço. 

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Melhores escolhas

7/3/2024

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​Por Silvio FreeMinder
​Conversando com o jardim da minha vida na virada do ano, uma frase, como um mantra, brotou em minha mente: que eu faça melhores escolhas para este ano.

O que significa isso?
Eu quero sempre escolher as melhores opções, as mais assertivas para a minha vida, aquilo que realmente fará a diferença. Eu não quero as segundas melhores escolhas inicialmente, eu quero sempre a melhor para aquele momento.

Agora reflita, se você tem uma meta, um objetivo, um grande sonho, uma missão no planeta, você precisa fazer o maior esforço possível para caminhar em direção a isso.

Se o mundo está lhe oferecendo algumas opções, você precisa saber qual escolher, qual será a melhor opção? Qual opção que você dirá sim com toda a certeza e fará parte do seu mundo interior? Qual opção que você dirá não com toda a certeza, ou seja, isso não fará parte do seu mundo interior? Ou ainda, aquela que você não tem certeza se é sim ou se é não, então em um acordo com você mesmo, agora é não, isso não fará parte da sua vida por enquanto!

Mas que força te moverá para você entender que existe opção?
Bom, você precisa acreditar no ensinamento das escrituras. Aqui você empresta isso delas, que é o livre arbítrio. Sim, o mesmo livre arbítrio que você já ouvir falar. E o que ele diz? Que você tem opção de escolha, você pode escolher, não importa, você pode decidir que caminho a sua vida tomará.

E qual a única regra do livre arbítrio?
Você só precisa acreditar que ele existe. Que sim, que você pode e deve fazer opções! Simples assim.

Então que você faça as melhores escolhas a todo o momento, que você as faça melhores escolhas ao andar pela rua, que você faça as melhores escolhas ao chegar em casa e fazer o que você quiser com o resto do seu dia.

Qual a sua melhor escolha?
Qual a melhor escolha de pensamentos para amanhã? Qual a melhor escolha nos diálogos, nas conversas, nos relacionamentos?. Sim, você tem a opção de escolha!

Lembre-se, as decisões somente podem ser tomadas no momento presente. Você não consegue resolver nada no passado e nada no futuro. O passado já não existe mais, o futuro ainda não aconteceu, então viva somente no agora. A sua relação com o passado é o aprendizado e a sua relação com o futuro é o planejamento e nada mais.
​
Atravessando a vida com pensamentos sempre positivos e assertivos, isso lhe trará uma mente livre, paz interior e entrega de resultados, sem esforço.
​​Precisa de ajuda? Posso te ajudar a ter uma mente livre. Utilizando um método simples, com ferramentas incrivelmente fáceis, você pode atingir a excelência na gestão de entrega de resultados.

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O Dilema da Produtividade

10/9/2021

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Quanto mais você enxuga gelo, mais água você tem para enxugar.

Quanto mais você faz, mais tarefas aparecem para serem feitas.

Quanto mais produtivo você se torna, menos tempo você tem.

Parece uma corrida contra o relógio, em que o perdedor só pode ser você.

Adivinha o que acontecerá se você começar a se tornar muito produtivo no trabalho e o seu chefe perceber isso? Mais tarefas aparecerão, é lógico!

Então a única saída é procrastinar, enrolar e fazer de conta que está fazendo? Com certeza não, isso não gera valor.

O segredo é o bom senso, fazer todas as suas tarefas no tempo devido e normal, com produtividade.

Mais uma vez, o segredo é executar todas as tarefas que precisam ser feitas de modo tranquilo, organizado e pautado com intervalos de tempo para descanso. Se surgir alguma situação de urgência, você interrompe o que está fazendo, resolve, organiza, equaciona a situação e volta para sua lista de trabalho que está te esperando.

Simples, não é mesmo? Mas não é fácil.

Tudo começa a fazer sentido, quando entendemos que o mais importante é:
1. Saber o que você tem para fazer.
2. Saber o que você não quer fazer.
3. Saber o que você não vai fazer.
 
Na opção 1 existem ferramenta para te apoiar nas suas tarefas para:

A. Coletar.
B. Processar.
C. Organizar.
D. Priorizar.
E. Executar.

Você precisa ser reconhecido não como aquela pessoa que faz tudo e faz mais rápido. Você precisa ser reconhecido como um cumpridor de acordos. Um verdadeiro cumpridor de acordos internos e um verdadeiro cumpridor de acordos externos.

Os acordos externos são as tarefas que você tem que entregar lá do Item 1. Os acordos internos são aquelas promessas que você faz para si mesmo. Se prometeu, cumpra. Sempre termine tudo aquilo que começou.

Isso faz você agregar valor a tudo o que faz e quando agrega valor, recebe valor.

Precisa de ajuda? Posso te ajudar a ter uma mente livre. Utilizando um método simples, com ferramentas incrivelmente fáceis, você pode atingir a excelência na gestão de entrega de resultados.

Be a FreeMinder, free yourself.
​©Silvio FreeMinder
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    Sivio FreeMinder

    Sou formado em engenharia e empreendedor nas áreas de Tecnologia da Informação, Turismo de Aventura e Reflorestamento Social. Além disso, atuo em iniciativas de preservação ambiental. Também sou professor e mentor no método Be a FreeMinder® e atuo como coach e professor no método Free Mind On The Clouds.

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